

A norteamericana Walmart, a maior rede de varejo do mundo, apresentou na última terça-feira (19/1), os primeiros resultados do projeto "Sustentabilidade de Ponta a Ponta". A iniciativa reuniu alguns dos principais fornecedores da rede, que foram "convidados" a desenvolver ou promover alterações significativas em produtos do seu portfólio, com o objetivo de reduzir seus impactos ambientais.
Entre as empresas que participaram do projeto desde o seu início estão gigantes como a Colgate-Palmolive, Johnson&Johnson, Procter&Gamble e Unilever.
Segundo o presidente do Walmart no Brasil, Hector Núñez, a ideia é levar a cadeia de suprimentos a dar um novo salto rumo à sustentabilidade, desenvolvendo produtos que considerem e reduzam os impactos sócioambientais negativos gerados durante o seu ciclo de vida, ou seja, da matéria-prima utilizada na fabricação até o seu descarte. "É um momento importante e entendemos claramente que nós, enquanto varejistas, temos um papel fundamental em conjunto com nossos parceiros fornecedores em reduzir o máximo possível o impacto ao meioambiente", afirmou o presidente.
Com o apoio do CETEA – Centro de Tecnologia de Embalagens-, que ajudou a formatar a metodologia do projeto, as empresas receberam suporte técnico para o processo de desenvolvimento dos produtos. Os resultados apresentados por elas durante toda a cadeia produtiva serão avaliados pelo CETEA.
Para escolher os primeiro parceiros do projeto, selecionados entre os mais de 7 mil fornecedores e 60 mil itens disponíveis nas lojas da rede, o Walmart buscou priorizar marcas e produtos conhecidos do grande público.
Todos os escolhidos trarão algum tipo de evolução em relação a sustentabilidade, como por exemplo a redução ou alteração do tipo de embalagem e matéria-prima utilizada, optando por opções recicláveis ou certificadas. Ou ainda, a diminuição no consumo de energia, água e resíduos sólidos gerados.
Além disso, o presidente do Walmart garante que esse produtos terão uma exposição diferenciada nas prateleiras das lojas. "Ofereceremos garantia de compra, exposição e visibilidade diferenciadas para esses produtos com materiais promocionais", disse Hector Núñez.
Entre os produtos que participam da primeira fase do projeto estão o Band-Aid, da Johnson & Johnson, que diminuiu o volume da sua embalagem (e de material utilizado), sem alterar a quantidade de curativos, e obteve benefícios em otimização do processo produtivo e do transporte do produto.
Outro case é o de Pampers Total Confort, da Procter & Gamble. Apesar da maior capacidade de absorção, o produto utiliza uma menor quantidade de celulose, além de compactar as fraldas em pacotes menores, reduzindo a quantidade de matéria-prima na confecção da embalagem.
O presidente do Walmart adiantou também as próximas doze empresas que farão parte do projeto. Entre elas estão a L'Oréal e a Kimberly-Clark.
Pressionado por ONG´s, governo e grande parte da sociedade, o Walmart vem, ao longo dos últimos anos, implementando uma das políticas de sustentabilidade mais "agressivas" do mundo. O varejista não se inibe de usar todo o seu poder global de compras, para "forçar" os grandes fabricantes de bens de consumo do mundo todo a mudarem muitos dos seus processos e começarem a entregar itens produzidos de maneira mais susntentáveis.
Só no Brasil, a rede inaugurou 91 lojas em 2009, e atualmente conta com 436 unidades distribuídas em 18 estados e no Distrito Federal. A previsão de investimento para 2010 é de R$ 2,2 bilhões, boa parte deles destinados a abertura de 100 a 110 novas lojas e com grande foco nas classes C, D e e E."O valor representa um investimento jamais feito aqui no Brasil por uma rede de supermercados e é também o maior investimento feito pelo Walmart em um país fora dos EUA", apontou Hector Núñez.