Novas fronteiras para a Drogaria Nissei

Depois de chegar a São Paulo pelo interior, a rede paranaense de farmácias Nissei se estrutura para seguir com seu plano de expansão

 

Flertando com o estado de São Paulo há mais de dois anos, a rede de farmácias Nissei saltou a fronteira do estado com o Paraná e chegou ao Sudeste na metade deste ano. Foi o ápice de um trabalho de planejamento que analisou perfis de consumo, a cultura local e potencial da região para inaugurar lojas nas cidades paulistas de Marília, Lins e Bauru. Com mais de 200 lojas em todo o Paraná e também em Santa Catarina, a Nissei deu importante passo em um mercado bastante concorrido, dando claros sinais de que que está integrada à  busca por consolidação que já faz parte da realidade das principais redes que moldam o cenário do varejo farmacêutico no País.


Sétima colocada no ranking da Abrafarma, tanto em termos de faturamento quanto em número de lojas, a Nissei encerrou 2011 com um faturamento de R$ 840 milhões. Para 2012, a meta é cruzar a marca de R$ 1 bilhão em negócios e chegar a dezembro com 40 novas unidades inauguradas no ano. E os próximos passos também já estão traçados. Para 2013, há a pretensão de que sejam inauguradas mais 30 lojas, sendo que ao menos quatro delas no interior paulista, nas cidades de Ourinhos, Assis, Jaú e Botucatu.

Sergio Maeoka, presidente da Nissei, é rápido em afirmar que, em termos de estratégias, a rede dará continuidade àquelas que já se mostraram eficazes no Paraná e em Santa Catarina: “Por ser uma grande rede de farmácias e movimentar um enorme volume de medicamentos e perfumaria, a nossa filosofia é repassar as melhores condições de preço para o cliente. E em São Paulo não será diferente”, assegura. Além disso, a Nissei aproveitou a abertura das novas unidades para introduzir seu novo conceito de layout de loja: “Nele, com o objetivo de humanizar e melhorar o atendimento, os medicamentos isentos de prescrição médica ficarão expostos e mais acessíveis ao consumidor”, complementa.

Entrada mista
Para desembarcar e começar a atuar no novo estado, a Nissei realizou a entrada em São Paulo em duas etapas: uma pela via do crescimento orgânico e outra via aquisições. Cinco das sete novas lojas são completamente novas. Duas delas, em Bauru, foram adquiridas da rede Droganova, tradicional na cidade por suas lojas com conceitos mais modernos.

Para a rede bauruense, essa negociação foi encarada como parte de uma estruturação da companhia. Em entrevista ao jornal Bom Dia na época da venda, o diretor-geral da Droganova, Rui Pagano Júnior, disse que a rede precisava dar mais atenção aos atributos que ajudaram a construir o seu bom nome, entre eles, o atendimento personalizado, a entrega de produtos para os clientes e a ligação com vários convênios, foram pontos destacados pelo dirigente. Sendo assim, a reestruturação foi a via escolhida para que a Droganova pudesse enfrentar, com seus diferenciais, a concorrência agressiva das grandes redes que já estavam vindo de fora.

Embora o planejamento da expansão da Nissei para o interior paulista já esteja bem definido, a diretora da rede, Patricia Maeoka, revela que a rede ainda não formatou a estratégia para chegar às cidades da região metropolitana de São Paulo, ou mesmo à capital paulista. E o mesmo se aplica à possível expansão para outros estados. “Pelo menos não no curto prazo”, sublinha a executiva, enfatizando que, daqui para frente, no processo de expansão pelo território paulista, a Nissei seguirá o planejamento e o cronograma de crescimento de maneira orgânica. “Porém, havendo boas oportunidades de aquisição, poderemos atingir nossas metas – que, sim, existem – mais rapidamente. Nosso objetivo com a chegada a São Paulo é conquistar novos mercados, já que somos líderes no Paraná”, pontua Patricia. 

Diferenças absorvidas
Todas as sete novas lojas paulistas têm área variando entre 250m² a 300m², o que representa duas vezes a média do tamanho das farmácias paulistas. Assim, a rede pôde manter o seu padrão de tamanho de loja, notabilizadas por serem amplas, com uma comunicação visual eficiente e uma grande variedade não só de medicamentos, como também de artigos de higiene, beleza e dermocosméticos. A única exceção feita a essa regra diz respeito à questão da conveniência, já que a Nissei segue o padrão “drugstore”, e replicar esse modelo depende da legislação vigente em cada município e/ou estado. “Contudo, isso não interfere em nossos preços competitivos e nos programas sociais e de relacionamento que mantemos, como o ‘Clube da Melhor Idade’, voltado à qualidade de vida e reintegração do idoso na sociedade, e o ‘Clube da Mulher’, programa de fidelização com vantagens e benefícios tangíveis para o público feminino. Ambos contam com mais de 400 mil sócios nos três estados”, compara Patricia.

Patricia Maeoka adianta que as eventuias diferenças existentes entre os públicos dos estados e os possíveis impactos destas no mix de produtos das lojas serão facilmente absorvidos. “Nosso mix de produtos está em constante melhoria, em sintonia com os públicos aos quais se destinam, com as culturas locais e, é lógico, com as tendências da moda. Por isso, acreditamos que um grande diferencial da Nissei é o pensamento global aliado à ação local”, finaliza a diretora.

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