Revista Atualidade Cosmética ed. 178 - O futuro da coloração no salão - Por Gillian Borges

Revista Atualidade Cosmética ed. 178 - O futuro da coloração no salão - Por Gillian Borges

Depois de um período de retração, as vendas de coloração voltam a crescer. As perspectivas são promissoras, especialmente para marcas que estão de olho nas tendências comportamentais do cliente de salão

Todo mundo quer que um bom xampu lave, preferencialmente sem ressecar, que um bom condicionador desembarace e melhore a penteabilidade. Mas quando o assunto é coloração, a finalidade não é assim tão clara. Cada consumidor pode apontar uma característica diferente quanto à excelência da coloração. Isso sem falar na variedade de cores. “As brasileiras estão começando a se preocupar com colorações que não causam reações adversas, além de querer também a cobertura completa dos brancos”, diz Viviane Gandelman, Vice-Presidente da Dinaco Importação e Comércio.

Outras características que influenciam na escolha da coloração são o baixo risco de danificar os fios, a possibilidade de tratar enquanto muda a cor, a facilidade de aplicação, a rapidez de ação. “Os processos químicos sempre foram considerados vilões, pois para mudar a cor é preciso abrir as escamas. Mas a indústria finalmente entendeu que é fundamental que o processo também condicione, dê brilho e deixe o cabelo com toque agradável,” comemora Bruno Ferraz, CEO da Coferly Cosmética. Ele ressalta, ainda, que o sucesso do serviço no salão vem de 3 pilares: uma boa anamnese, um bom produto e a correta aplicação. Os três juntos deixam o consumidor satisfeito com a experiência, que deve ainda contar com boa relação entre custo e benefício e atendimento impecável.

A coloração é a categoria que mais fideliza a marca no salão de beleza. Por isso, ter no portfólio uma coloração de qualidade é a melhor estratégia de vendas. A Dinaco, empresa 100% nacional, representa alguns dos mais importantes fabricantes mundiais de ingredientes químicos. “Temos o compromisso de oferecer soluções inovadoras, produtos de alta performance e sustentáveis para a indústria brasileira. Todos os nossos vendedores são químicos, farmacêuticos ou engenheiros químicos, pois queremos prestar consultoria aos clientes”, diz Viviane Gandelman “Chegamos aos 85 anos de vida felizes por termos o reconhecimento do mercado de que construímos relações de longo prazo tanto com as empresas que representamos quanto com nossos clientes.”

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A Dinaco cuida de todo o processo, desde a concepção inicial do produto até a chegada das matérias-primas em seus clientes. Eles também contam com o apoio do Centro de Coloração Dinaco que pode ajudar a estabilizar uma fórmula já desenvolvida, criar formulações do zero, inclusive com diferenciais como vegana, amônia-free ou peróxido-free. “Funciona como um P&D do cliente em nosso espaço”, explica Marina Fernandes, Diretora de Marketing Estratégico. 

Com 86 anos, e há mais de 25 anos atuando em terceirização, a Coferly alcançou uma maturidade ímpar no mercado brasileiro. No último ano a empresa reestruturou seu departamento de marketing e reforçou ações em redes sociais. Com isso, passou a atrair a atenção de pequenas e médias empresas de cosméticos – afinal, já é bem conhecida das grandes e pode ser apontada como fornecedora das principais marcas brasileiras de tinturas, tanto profissionais quanto de varejo.  “O bom de atuar como terceirista é que conseguimos colocar maior foco no desenvolvimento tecnológico e no equilíbrio perfeito das fórmulas, explica Bruno Ferraz. Para a empresa que contrata, a vantagem é investir menos em tecnologia, o que é especialmente bom para quem não dispõe de um departamento de Pesquisa & Desenvolvimento, equipe grande ou equipamentos de ponta. Outro ponto positivo é poder comprar apenas quando for necessário, sem necessidade de estocar.  

Economia em viés positivo

O mercado de salão de beleza – e mais especificamente de coloração de cabelo – sofreu com a pandemia e a retração econômica dos últimos 2 anos. Em todo o mundo, à medida que consumidores passaram a usar máscaras e a evitar compromissos profissionais e sociais fora de casa, deixaram de comprar os cosméticos com cor, como coloração. Para complicar, no Brasil, salões de beleza amargaram meses de fechamento. Ou o consumidor aprendia a colorir o cabelo em casa ou se via obrigado a deixar a raiz crescer. 

Heloisa Rivadavia, Consultora da Factor-Kline, cita números interessantes: “Em 2020, a única categoria que cresceu foi a de tratamento de cabelo. Todas as outras - finalização, coloração e texturização – caíram. Coloração caiu 20%, em 2020. Em 2021, felizmente, a tendência se inverteu e coloração/descoloração mais que superou a queda de 2020. A distribuição se dá igualmente em salão e varejo, cada canal com aproximadamente 50% de share para a categoria de coloração/descoloração.”

Mas o ano de 2021 viu as vendas de colorações do tipo tintura em tubo se recuperarem - em 2020 haviam crescido as vendas no varejo de colorações em kits. Segundo a ABIHPEC – Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos, o ano passado foi de forte movimento de técnicas de iluminação do cabelo (e não mais coloração global). Esse tipo de técnica teve especial atenção em redes sociais, por conta dos conteúdos publicados por coloristas de grande visibilidade. 

“O canal profissional é sem dúvida o que mais sofreu nos últimos anos, apresentando queda significativa. Começamos a sentir recuperação, mas ainda lenta”, conta o CEO da Coferly. O executivo se mostra otimista, no entanto e baseia esse otimismo nas interações com seus clientes, que são marcas representativas do mercado profissional de cosméticos capilares, e no perfil do usuário de salão no Brasil. “Elas são, em sua maioria, mulheres que dão grande atenção ao cabelo e são altamente fiéis aos cabeleireiros e aos produtos.” 

Felipe Viante, Diretor da b.drops, canal de tv específico para centros de beleza, presente em mais de 800 salões, reporta que, segundo seus clientes, o volume de atendimentos já se aproximou ao que era em 2019, mas o faturamento ainda não é o mesmo. “Um problema adicional desse momento é a inflação, que faz com que a margem do estabelecimento fique mais apertada, pois nem todos repassaram o custo para as clientes.”

Tendências no mercado de coloração

O comportamento do consumidor vem mudando consideravelmente nos últimos anos, sendo fortemente impactado por novos hábitos e interesses no pós pandemia. Por isso, é bom acender um holofote nas tendências comportamentais que mais interferem nos anseios do consumidor quando o assunto é coloração no salão. 

Rapidez e facilidade

A indústria vem se esmerando em desenvolver fórmulas que agem mais rapidamente e que são fáceis de aplicar. Do ponto de vista do salão, quanto menos tempo a cliente ficar na cadeira fazendo a coloração, mais rapidamente o espaço poderá ser ocupado por outro cliente. Do ponto de vista do cliente, o atendimento rápido permite que ele use seu tempo de maneira mais assertiva. A Schwarzkopf atende bem essa demanda de colorações que atua rapidamente: “Igora Color 10 age em apenas 10 minutos”, diz Camilla Garcia, Marketing & Digital Manager do Grupo Henkel no Brasil.

A textura é outro diferencial das colorações, ainda pouco explorada no Brasil. Os Cremes imperam por aqui. Mas na Europa é comum encontrar tinturas em forma de gel, sérum e até pó. “Apenas 60% dos lançamentos de 2021 no continente europeu foram de colorações em forma de creme”, conta Viviane Gandelman. O Chromapol™ 5 Polymer, da Lubrizol, forma uma rede polimérica e faz com que a coloração não escorra – além de aumentar o contato com o fio. Pode ser usado para desenvolver formulações em gel transparente ou gel-creme com muito brilho e sensorial agradável. Outras vantagens são permitir colorações sem álcool graxo e processo sustentável a frio com economia significativa de energia na fabricação.

A linha POWDER GEL - PDR sem amônia e sem peróxido de hidrogênio, da JHL, empresa com sede nos EUA fundada em 1897, e representada no Brasil pela Dinaco, possibilita fórmula em gel. No processo, o pó é misturado com água morna e resulta num gel viscoso que não escorre. A cor dura até 2 meses e permanece fiel ao tom original.

Ingredientes mais saudáveis

A preocupação com ingredientes que não causam irritação é cada vez mais comum. Profissionais notam que clientes que sempre coloriram o cabelo, podem - de hora para outra - apresentar irritações e alergias. Por isso, as colorações sem amônia já estão presentes em várias linhas. “Notamos que elas são mais encontradas nas marcas de varejo”, alerta Bruno Ferraz. Ou seja, há espaço para a criação de linhas profissionais sem amônia.

A Amend, por exemplo, optou por desenvolver uma fórmula para sua mais nova linha profissional, Color Delicaté, sem amônia, sem PPD (ingrediente irritativo para algumas pessoas sensíveis), livre de glúten, parabenos e óleo mineral, dermatologicamente testada e hipoalergênica. “O lançamento é um grande aliado para quem possui algum tipo de alergia ou está colorindo os fios pela primeira vez. Sabemos o quanto as colorações são importantes na rotina dos salões de beleza e estamos superfelizes em trazer uma coloração vegana e livre de ingredientes prejudiciais para os consumidores alérgicos”, diz André Cintra, CEO da Amend. A Dinaco acaba de trazer para o Brasil a linha CMRF, da JHL. São ingredientes livres de carcinogênicos, mutagênicos e reprotóxicos, para atender à maior preocupação do consumidor com sua própria segurança e saúde, reduzindo riscos de câncer, de mutações genéticas e danos no processo reprodutivo. 

Força e crescimento

Aparentemente, só há poucos anos, consumidores e profissionais se deram conta que couro-cabeludo também é pele. Junte a isso o boom de cuidados corporais e faciais, que aconteceu durante a pandemia, e a preocupação com a queda de cabelo e com o bem-estar emocional, do pós-pandemia, para entender por que as terapias capilares ganharam tanta importância nos salões de beleza – sendo que antes eram restritas a alguns poucos especializados. “O brasileiro gosta do mimo no salão e não só do serviço”, diz Heloisa Rivadavia, Consultora da Factor-Kline.

Hoje é raro um salão que não ofereça no cardápio de serviços um tratamento para estimular o crescimento e o fortalecimento dos fios. Prevê-se que os cuidados com o couro cabeludo e com o crescimento consistente de cabelos fortes vai chegar também às fórmulas de coloração. 

A categoria de produtos para o couro cabeludo vem ganhando bastante importância, especialmente fora do Brasil. “O consumidor brasileiro ainda não enxerga de forma muito clara que o couro cabeludo pode ser tratado também no salão e não apenas pelo dermatologista. Mas, nós da Factor-Kline acreditamos que esse mercado vai se tornar forte e que as marcas terão a preocupação de lançar mais produtos para essa parte do corpo”, diz Heloisa.

Cores na balança

Cores como rosa, azul e verde continuam em alta. “As pessoas querem ser únicas, querem se diferenciar, e para isso o cabelo é uma boa opção”, diz Viviane Gandelman, Vice-Presidente da Dinaco. Ao mesmo tempo que as cores fantasia fazem sucesso, tendem a ganhar espaço as cores que mimetizam os tons naturais do cabelo, do tipo “nasci com essa cor”. 

Quando o assunto são os vermelhos, em um país onde ruivas de nascença são raridade, as nuances em alta são as que parecem mais constitucionais. “Apesar de os louros serem preferência nacional, os vermelhos são considerados mais glamourosos. Em 2022 estão em alta os acobreados, mais naturais”, explica o executivo da Coferly. Entre as 22 tonalidades de Color Delicaté, por exemplo, a Amend incluiu cobre e cinza, que vem ganhando adeptos entre os grisalhos – tão importante que destacamos uma tendência exclusivamente para a Geração P, de Platinada. O Chromapol™ ColorPOP Polymer, da Lubrizol, representada pela Dinaco, cujo lançamento aconteceu em 2021, pode ser inserido na coloração para aumentar a durabilidade (para até 30 lavagens) e a fidelidade da cor. Além disso, tem compatibilidade com uma variedade de pigmentos, corantes e tensoativos. 

Geração P

Quando o assunto é diversidade, a Geração P merece um capítulo à parte. Geração P, de platinada, ou S, de Silver, tanto faz se em inglês ou em português. Atender às necessidades da população que mais se multiplica ajuda a garantir bons resultados imediatos e a longo prazo. A geração dos 50+, 60+, 70+ e 80+ aumenta em todo o mundo. As pessoas estão vivendo mais, trabalhando por mais tempo, estando ativas por muitos anos, o que faz com que precisem de soluções tecnologicamente avançadas para seu bem-estar físico e emocional.  E são muitos os anseios dessa geração. 

Uma parcela considerável está deixando o cabelo ficar branco e quer continuar bela, inclusive durante a transição. Para elas, a recomendação é usar super clareadores, matizadores, descolorantes, ao menos enquanto não atingem o tom desejado. “Houve uma redescoberta do cinza e do fundo acinzentado, com destaque para o Lavanda, o Midnight Blue e o Charcoal”, conta Viviane Gandelman, que voltou recentemente de uma feira de ingredientes em Paris. 

Diversidade

Para a Yamá, o futuro da coloração em salão está fortemente calcado na diversidade. “Cada vez mais as tendências apontam para uma democratização da moda e isso se traduz também nos cabelos. Seja hiper platinado, com cor fantasia, morena iluminada, crespos descoloridos, a descoloração está em todos esses processos, mas com objetivos diferentes. O denominador comum aqui é a valorização da beleza única de cada um”, diz Marisa Russo, coordenadora técnica da Yamá Cosméticos.

A diversidade ganha protagonismo quando levada ao campo da textura: é fundamental que o processo de coloração preserve os cachos – e até mesmo ajude a dar forma aos crespos. “Colorações desse tipo contam com uma tecnologia que colore e descolore o cabelo crespo e cacheado sem danificar a estrutura do fio”, explica Bruno Ferraz, da Coferly. Hoje, mais do que nunca, o consumidor exige produtos de beleza que contribuam para sua identidade única. No varejo, há boas opções de produtos para cacheados mas nos salões as iniciativas são tímidas.

A pedido da ATUALIDADE COSMÉTICA, a Coferly Cosmética apontou os públicos que tendem a ser maiores consumidores de coloração nos próximos anos, com destaque para o jovem, que historicamente não era tão representativo na categoria de coloração/descoloração:

mulheres jovens

homens jovens

mulheres mais velhas

mulheres com cabelo branco

homens com cabelo 

LGBTQIa+

Sustentabilidade

Ela ocupa um espaço importante nas nossas vidas e não será diferente no mercado cosmético. O uso consciente dos recursos naturais tende a crescer e se tornar uma demanda primordial do consumidor. Por ora, no entanto, a maioria deles ainda dá preferência aos produtos que performam melhor. “Em nosso país pesa o preço final do produto, o que é um empecilho para que as empresas invistam mais em sustentabilidade. Além disso, o brasileiro exige uma performance que nem sempre os produtos naturais podem oferecer”, explica Heloisa Rivadavia.

Produtos naturais são uma tendência forte, embora ainda tímida por aqui quando comparada com outros países.  Para Heloisa, a categoria de beleza verde ou clean (limpa) ainda é um nicho. Mesmo assim, dados da ABIHPEC – Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos, mostram que o mercado de coloração sem amônia está em alta e cresceu 33%, em 2020. 

Há espaço para colorações orgânicas, com ativos vegetais, sem testes em animais, veganas (ainda que com ingredientes sintéticos). Também para embalagens recicladas, recicláveis, retornáveis e refis. O importante, aqui, é pensar em colorações que sejam boas para o meio ambiente e os animais. Um produto Premium, atualmente, carrega claims sustentáveis e éticos, muito mais que packagings sofisticados e caros.

Veja, por exemplo, como a linha de coloração IGORA Royal, de Schwarzkopf, lançada em setembro de 2021, pensou na sustentabilidade ao produzir suas embalagens:

? Tubos de coloração são feitos com 100% de alumínio reciclado, o que equivale a uma economia de 350 toneladas de alumínio por ano; 

? Tampas 100% de plástico reciclado, economizando 80 toneladas de plástico por ano; 

? Embalagens com 96% de papel de cana de açúcar, evitando o uso de 340 toneladas de papel por ano. 

A Amend levou dois anos desenvolvendo a fórmula da nova coloração vegana Color Delicaté até seu lançamento no final de 2021. Seus diferenciais são alta durabilidade da cor, brilho intenso, cobertura de até 100% dos fios brancos e um blend com 12 óleos selecionados para controlar o frizz e nutrir os cabelos. 

A Coferly, como tercerista preocupada em atender às mais diversas demandas, oferece a seus clientes coloração permanente sem amônia, coloração permanente vegana, coloração semipermanente, descolorantes e oxidantes menos agressivos para o fio e menos alergênicos. 

Em termos de matéria-prima para a coloração, a Dinaco tem para oferecer o Neossance™ Squalane, da Aprinnova. Esse ativo multifuncional é uma alternativa 100% natural aos silicones. Tem propriedades hidratantes, melhora a penteabilidade, reduz o frizz, aumenta brilho e maciez. É derivado da fermentação da cana-de-açúcar, fonte renovável e sustentável. Já a Lubrizol se diferencia pela adoção do padrão RCI, que significa Índice de Carbono Renovável (RCI - Renewable Carbon Index) e calcula o conteúdo renovável dos ingredientes conforme a ISO 16128. 

São anunciantes de Atualidade Cosmética ed. 178 as empresas abaixo. 

  Amend  
  Be Natural  
  Cramer  
  Coferly  
  Aqia  
  Box Print  
  Trivium  
  Chemy Union  
  Cless  
  Editora Gonçalves  
  Wheaton  
  Quorum  
  Vollmens  
  Dinaco  
  Salon Line  
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